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quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Quem tem boca vai à Roma. E quem tem olhos, observa.

Minhas observações sumiram do blog por um tempo e sem aviso pois fui tirar umas férias, observar o mundo por aí. Valeu a pena.
Nesse período consegui passar 2 dias e meio (exatos) em Roma, na Itália. Roma é um paraíso para quem gosta de história antiga. E, se você se encaixa nesse grupo, 2 dias e meio vai ser pouco pra você.
A vantagem é que as principais atrações como monumentos arqueológicos, praças, museus são facilmente "caminháveis", ou seja, dá pra fazer muita coisa a pé. Se cansar, o metrô pode ajudar.
E por falar em metrô, há uma estação chamada Colosseo, bem em frente ao Coliseu.  A emoção de subirmos as escadas do metrô em direção à saída e avistar o Coliseu do outro lado da rua é indescritível. É uma excelente pedida para começar a explorar Roma.

Como a Roma de hoje está localizada bem em cima da Roma antiga, os romanos não precisam cavucar muito pra encontrar algo de seus antepassados. Aliás, isso é algo muito interessante de se observar: os romanos são tão habituados com partes do antigo Império Romano surgindo da terra que é frequente encontrarmos pedaços de colunas preenchendo espaços de tijolos em ruas e muros.
Devo dizer que em Roma me senti um pouco em casa. Bem diferente do norte da Europa, já sabemos que os romanos falam alto e gesticulam muito. Isso é verdade. Também é verdade que quase todos andam de lambretas e são, em geral, muito elegantes - homens e mulheres. São também (muito) impacientes, portanto, se não quiser que o garçom se irrite com você, trate de decidir seu pedido logo!

O trânsito é um pouco caótico - não chega nem perto do trânsito marroquino - mas você não pode considerar que está na Europa e simplesmente atravessar a rua sem sequer dar uma olhadinha. Lá você precisa sinalizar que quer atravessar e ainda dar umas duas ou três ensaiadas para que os carros finalmente parem. Lembre-se sempre: eles costumam ser impacientes. Mas são divertidos!


A comida é muito boa! Muuuito boa! Além de massas e pizzas, você também come ótimos pratos de peixes e frutos do mar. Além dos clássicos sorvetes italianos.
Também é interessante visitar os diversos antiquários que encontramos por lá. São como pequenos museus, com peças de todos os tipos, incluindo peças arqueológicas! Lá você pode comprar uma moeda original do império romano pela bagatela de 2.000 Euros. É caro, mas pode. Há alguns antiquários ao caminhar pela Via Condotti, uma rua linda, famosa por suas lojas de grifes chiques, próximo da Piazza di Spagna.
Antes de ir, não foi tão fácil achar dicas para 2 dias, contendo os principais pontos da cidade e ainda com algumas dicas da história (não é legal saber o que aconteceu lá, ou quem das nossas aulas de história passou por ali???). Então, vou deixar aqui mais ou menos o que fizemos nesses 2 dias e meio, caso alguém precise.
Guia para 2 dias e meio em Roma


Mapa que usamos, extraído de um guia comprado bem na frente do Coliseu (ROME AND THE VATICAN 2001-2011. Publicado por Lozzi Roma). Os hotéis também podem fornecer bons mapas.
 

Dia 1:
Em nosso roteiro ultra-fast começamos pelo Coliseu, pois o hotel que ficamos era bem próximo de lá, uma ótima opção.
 Caminhando poucos metros na Via dei Fori Imperiali (na saída do metrô Colosseo) há muito o que ver:
Detalhe do mapa contendo a Via dei Fori Imperiali. Também retirado do guia.
·         Coliseu: certamente a construção mais famosa de Roma, foi construído em 72 d.C. por ordens do então imperador Vespasiano. Levou 8 anos para ficar pronto e foi sede de massacre de gladiadores, cristãos e animais para diversão do povo. Hoje é aberto ao público, sendo necessário pagar para entrar (em 2011, 12 Euros por pessoa, incluindo acesso ao Coliseu, Foro Romano e Palatino). Apesar de partes do edifício terem sido danificadas por terremotos e incêndio, ainda conseguimos sentir a sua grandiosidade. É uma pena vermos sinais de depredação em suas rochas, feitos ainda nos dias de hoje, como escritos e pequenas pichações, como se alguns visitantes quisessem marcar sua triste presença. Por isso fiquei feliz quando o governo italiano anunciou obras de restauração do Coliseu em 2012 (atenção: os trabalhos devem começar entre março e junho e devem durar entre 24 e 36 meses, durante os quais o monumento permanecerá aberto normalmente aos visitantes).


Coliseu visto de fora


Coliseu por dentro

·         Arco de Constantino: bem ao lado do Coliseu, é um lindo arco triunfal datado de 315 d.C., para comemorar a vitória do Imperador Constantino contra Maxêncio, em batalha para o controle da metade ocidental do império romano.


Arco de Constantino à esquerda e início da Via Sacra à direita

·         Fórum Romano: os apreciadores de história podem se deliciar. Onde hoje vemos ruínas, era o coração da Roma Antiga, onde encontravam-se templos, lojas, praças e a Cúria (a sede do Senado). Poucos sabem, mas ali, bem ali, vivia o grande conquistador Júlio Cesar, que veio a se tornar Ditador de Roma e sacerdote, antes de ser morto.  Ali também encontramos o local exato onde Júlio Cesar foi cremado após sua morte. Ainda hoje pessoas deixam flores no local. O Fórum Romano era atravessado pela Via Sacra, rua por onde passavam os cortejos de triunfo até ao Capitólio. Em uma ponta da Via Sacra, mais próximo do Coliseu, está o Arco de Tito, construído em 81 d. C. para celebrar a tomada de Jerusalém Na outra ponta da mesma via, mais próximo da Cúria, está o Arco de Sétimo Severo. Também no Fórum estava o Templo de Vesta, um ponto muito importante para a sociedade da época, onde as Virgens Vestais (sacerdotisas) mantinham sempre aceso o fogo sagrado, que representava o lar doméstico, centro e fonte de vida do poder romano.


O que vemos hoje no Fórum Romano. Fonte: ROME AND THE VATICAN 2001-2011. Publicado por Lozzi Roma


Reprodução de como o Fórum Romano era na época imperial.
Fonte: ROME AND THE VATICAN 2001-2011. Publicado por Lozzi Roma


Local onde Julio Cesar foi cremado
·         Mercado de Trajano: ainda na Via dei Fori Imperiali, mas do lado oposto ao Fórum Romano, vemos as ruínas desse mercado, que abrigava o centro administrativo e comercial da época do império de Trajano.


Mercado de Trajano

·         Coluna de Trajano: próximo ao mercado de mesmo nome, essa coluna branca contém inscrições acerca da vitória contra os Dácios.

·         Vittoriano: no lado oposto à Coluna de Trajano esse monumento se impõe pela sua grandeza e beleza, apesar de bem mais moderno. Foi construído entre 1885 e 1911, em homenagem a independência Italiana. Neste ponto acaba a Via dei Fori Imperiali e começa a Via del Corso, uma rua cheia de restaurantes e lojas.
Vittoriano
Atrás do Vittoriano está o Capitólio, destino dos desfiles triunfais da Roma antiga. Hoje abriga a prefeitura da cidade. Lá encontramos o Museu do Capitólio, que vale a pena ser visto. Nesse museu encontram-se alguns bustos famosos, como o de Júlio Cesar e de Caracalla. Na praça do Capitólio, que foi desenhada por Michelângelo, há uma réplica de Marco Aurélio em seu cavalo. A peça original encontra-se no museu.

Capitólio e a réplica da estátua de Marco Aurélio em seu cavalo
O famoso busto de Julio Cesar, no Museu do Capitolio
Seguindo pela Via del Corso, com 2 pequenos desvios visitamos:
·         Fontana di Trevi, a mais famosa fonte de Roma, abastecida com águas dos antigos aquedutos. Há uma tradição de se jogar uma moedinha na fonte, de costas para ela, como forma de garantir seu retorno à cidade.

Fontana di Trevi
·         Piazza Di Spagna, com uma bela vista da cidade do alto das suas escadarias. É comum estar cheia, pois é frequentemente ponto de encontro de jovens. Lá encontramos a igreja  Trinità dei Monte, de 1495 e também, um obelisco egípcio datado de cerca de 590 a.C..

Igreja Trinita dei Monte e obelisco egípcio, na Piazza di Spagna

Voltamos pela badalada Via Condotti para a Via del Corso e seguimos para a Piazza del Popolo, não sem antes fazer um pequeno desvio - agora à esquerda - para ver o Mausoléu de Augusto (ou imperador Otaviano, herdeiro de Julio Cesar e primeiro imperador de Roma. O mausoléu fica dentro de um prédio, ou pequeno museu, de arquitetura moderna. Do lado de fora é possível ver parte do mausoléu pelas janelas de vidro.
Se você não entrar no museu, o máximo que verá do Mausoléu de Augusto será isso
Piazza del Popolo é enorme, contém as igrejas "gêmeas" Santa Maria in Montesanto e Santa Maria dei Miracoli e, bem ao centro, um grande obelisco também egípcio, originário de Heliópolis e construído por ninguém menos que Seth I e seu filho Ramsés II (!!!), que fora trazido por Otaviano Augusto no ano 10 a.C. para adornar o Circus Maximus.

Piazza del Popolo

Detalhe do obelisco da época de Ramsés II
Dia 2:
No segundo dia fomos logo cedo para o Vaticano, de metrô. Lá, visitamos a famosa Basílica de São Pedro, onde deve ser visto, no mínimo, o Baldacchino com suas colunas em espirais retiradas do Panteão, a Pietá de Michelângelo e o Domo superior da Basílica, também obra de Michelângelo. Se der sorte, você pode encontrar o Papa por ali.

Basílica de São Pedro e o Domo de Michelângelo

Baldacchino, no interior da Basílica de São Pedro

O Domo de Michelângelo, visto por dentro da Basílica de São Pedro
A Piazza San Pietro, em frente à basílica, também é adornada por um obelisco egípcio de origem desconhecida.
O Museu Vaticano vale a pena ser visto. Mas é enorme, então, controle seu tempo. Nesse museu encontra-se a Capela Sistina, cujo teto abriga as famosas pinturas de Michelângelo, como a Criação de Adão. Cuidado, lá não é permitido tirar fotos! Se você tiver pouco tempo, há um atalho dentro do próprio museu que te leva direto à Capela Sistina. Mas se tiver tempo, vale a pena pegar o caminho mais longo.


Teto da Capela Sistina, foto da internet

Voltamos para Roma a pé, pela Via della Conciliazione e avistamos o Castelo de Santo Ângelo, às margens do rio Tevere. Ele foi construído a partir do ano 139 e na época medieval foi uma importante fortaleza pertencente aos Papas. Também serviu também como prisão na época dos movimentos de unificação da Itália, no século 19.
Castelo de Santo Ângelo
Ponte de Santo Ângelo

Atravessamos o rio em direção ao centro de Roma pela Ponte de Santo Ângelo. Seguimos em direção à Piazza Navona, para um bom almoço em um de seus restaurantes. Na época do Império, esse era o local do Estádio de Domiciano, onde haviam corridas de cavalos e simulavam até batalhas navais.
Nessa praça hoje vemos, além das 3 fontes - de Fiumi,  Moro e Nettuno - diversos artistas vendendo suas pinturas. A maior parte é composta de pinturas em aquarelas que retratam as paisagens e monumentos de Roma e digo que vale a pena pagar 10 ou 20 Euros pelo menos em uma. O obelisco em seu centro, apesar de parecer, não é original egípcio. Trata-se de uma cópia romana.

Piazza Navona

Piazza Navona
Para um sorvete vale a pena fazer um pequeno desvio até o Campo dei Fiori, uma pequena praça próximo à Piazza Navona. Lá há uma estátua de em homenagem ao filósofo Giordano Bruno, que fora queimado vivo naquele local por ter sido considerado herege pela igreja católica.
Seguimos para o Panteão (Pantheon), que é o único edifício da Roma Antiga que encontra-se ainda hoje em perfeito estado de conservação. Ele foi construído em 27 a.C. pelo cônsul Marco Agrippa (nome visto ainda hoje inscrito na entrada do prédio) e reconstruído em 125 d.C. pelo imperador Adriano, após ter sido destruído em um incêndio em 80 d.C. Ele sempre serviu para fins religiosos. No início, era um templo para os  deuses do Panteão Romano e desde o século VII é um templo cristão. O obelisco em frente ao Panteão é da época de Ramsés II e adornava o Templo de Isis.

Panteão

O próximo destino é o Largo Argentina, onde encontramos, além de muitos gatos tirando uma soneca ou procurando alguém que os alimente, algumas ruínas da época da República Romana, como o Pórtico de Pompeu. É um lugar que não costuma ser muito cheio de turistas, possivelmente por não saberem o real significado do local. Julio César foi assassinado lá. Muitos pensam que ele foi assassinado na sede do Senado, que está lá no meio das ruínas do Fórum Romano, mas, naquele fatídico dia dos Idos de Março de 44 a.C. o senado romano se reuniu no Pórtico de Pompeu, pois o prédio do senado estava em reforma, pois havia sido incendiado. Dessa forma, é incrível imaginar que Júlio César falou - se é que falou mesmo - "Até tu, Brutus?" nesse local tão fácil de visitar mas tão ignorado por todos.
Pórtico de Pompeu, no Largo Argentina, onde Júlio César foi assassinado
Saindo de lá, caminhamos em direção ao rio novamente para darmos uma passada rápida no bairro judeu Guetto, passamos pela Sinagoga e seguimos para dar uma olhada na Isola Tibertina, uma pequena ilha em formato de barco no meio do rio Tevere. A ilha abrigava o Templo de Esculápio, onde hoje encontramos a Igreja de São Bartolomeu.
Isola Tibertina
Já está acabando o dia e voltamos para o hotel passando pelo Teatro Marcello, um teatro ao ar livre que fora inaugurado pelo Imperador Augusto (Otaviano) em 12 a.C..
(Meio) Dia 3:
No último dia, como tínhamos a manhã livre, pegamos um taxi (já não dá pra ir a pé) e fomos conhecer a Via Appia Antiga e as Catacumbas.
A Via Appia Antiga foi uma das primeiras e mais importantes estradas de Roma ("todos os caminhos levam a Roma"...) e permanece com trecho muito bem conservado. Sua construção foi iniciada em 312 a.C. e ao longo da Via Appia haviam tumbas onde eram enterrados os patrícios. Também era comum as crucificações (uma pena de morte comum na Roma Antiga) acontecerem ao longo da Via Appia. O famoso gladiador revoltoso Espartaco e seus homens foram crucificados lá. 
Via Appia Antiga
As famosas catacumbas eram cemitérios cristãos que ficavam ao redor da Via Appia. A maior delas é a de São Callisto, famosa por ter sido o primeiro cemitério cristão. Ela contém criptas dos Papas do século 3 e também a cripta de Santa Cecília.
Entrada para as Catacumbas de San Callixto
Na ponta da Via Appia há as Termas de Caracalla, que merece ser visto, mas não tivemos tempo.
Há muito mais para ser visitado em Roma, mas esse é um roteiro ninja pra quem não dispõe de muito tempo lá. Além dos monumentos todos e igrejas, Roma tem mais de 150 museus!! Se você gostar de ir mais fundo na história e tiver mais tempo para essas visitas, pode selecionar alguns museus e outros monumentos não mencionados aqui para o seu roteiro na página da cidade de Roma: http://www.turismoroma.it/?lang=en.
Arrivederci!

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Indo para a Suíça e levando animais de estimação


Eu tenho um cachorro de pequeno porte e um gato de estimação. Para trazê-los para a Suíça, foi preciso seguir alguns procedimentos de importação. Esses procedimentos são detalhados e com prazos bastante rigorosos. Por isso, deve-se ter muita atenção, sob pena de não conseguir embarcar seus animais.
Primeiro, os animais devem estar com a vacina anti-rábica em dia, saudáveis e devem ser microchipados, para identificação.

Feito isso, deve ser colhida sorologia anti-rábica (é um exame de sangue que detecta se o animal possui as defesas imunológicas contra a raiva). O resultado desse exame deve ser emitido por um laboratório reconhecido pela  União Européia - UE (apesar da Suíça não fazer parte da UE, ela segue os mesmos padrões para importação de animais). No meu caso, o sangue foi colhido com a própria veterinária dos animais e ela mesma enviou o material ao Laboratório Pasteur em São Paulo. O resultado fica pronto em 20 dias, em média.
Se o resultado do exame estiver de acordo com o recomendado pela UE, os animais devem esperar 90 dias a partir da data da COLETA do exame para estarem aptos a embarcar.
Além disso, para entrada do animal na Suíça, é necessário que eles tenham um certificado do FVO (Federal Veterinary Office). Para isso, é preciso enviar os documentos dos animais (certificado da microchipagem, carteira de vacinação, resultado da sorologia anti-rábica e atestado de saúde) ao FVO 3 semanas antes do embarque.
A boa notícia é que a Suíça não exige quarentena, ou seja, assim que seus animais desembarcarem, eles já poderão ir para casa!

A Suíça não permite a importação de animais com orelhas ou rabos cortados.
Por conta dos prazos e dos detalhes, eu acabei contratando uma empresa especializada em transporte internacional de animais. Há várias no Brasil. O serviço não é barato, mas vale a pena.
Para o vôo, devemos ainda seguir as exigências da Cia. Aérea. Dependendo do tamanho e peso do animal, ele pode ir com você, como "bagagem de mão". No meu caso, eles foram no compartimento de cargas do avião.
Para o embarque no compartimento de carga é necessário que cada animal seja alojado em uma caixa padrão Kennel, conforme as medidas do animal. Eles devem ter à disposição água e comida suficientes para o período da viagem.

 

Modelo de caixa padrão kennel

Os meus viajaram de Lufthansa, com escala em Frankfurt e foram muito bem cuidados durante todo o trajeto.

Bem, chegando aqui, a saga ainda não acabou. Os cães na Suíça devem ser registrados na prefeitura, onde pagamos um imposto anual por cachorro. Na prefeitura da minha cidade recebi um pingente com um número de identificação, que deve ser anexado à coleira.


Pingente obrigatório

Também, logo que eles chegam (agora não só os cães, mas os gatos também), devem ser levados ao veterinário local que deve checar a vacinação conforme as exigências do país e fazer o registro do animal (através do número do microchip) no banco de dados Suíço. O veterinário também emite um passaporte para cada animal, que devemos carregar em cada viagem.
Feito isso, tudo certo!
É recomendável que o seu cachorro esteja incluso no seguro da casa (depois eu coloco um post sobre os seguros recomendáveis aqui). Na minha cidade, a prefeitura me exigiu. O seguro cobre algum dano que seu animal possa vir a causar a algo ou a alguém.
Lembrem-se sempre da boa educação ao passear com o seu cão pela Suíça! Aqui temos lixeiras e sacolinhas espalhadas pela cidade para recolhermos o cocô do nosso cão. O imposto que pagamos serve para isso basicamente.

Eu prefiro não sair de casa sem os saquinhos, que já ficam anexados na guia.

Guia com saquinhos para compostagem

Animais em geral são muito bem vindos na Europa e eles podem entrar em muitas lojas, restaurantes e também usar o transporte público - desde que paguemos a taxa extra no ticket.
Boa viagem!

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Indo para a Suíça - Passaporte e visto

Passaporte e Visto

Em viagens de turismo, com uma permanência não superior a 90 dias, não é exigido visto de entrada para o brasileiro. Lembrando que o passaporte deve ainda estar válido por pelo menos 6 meses .
Para moradia - imigração - deve ser solicitado visto de longa permanência  junto ao Consulado da Suíça no Brasil. O tipo do visto, assim como os documentos necessários para sua emissão dependerão do motivo da mudança (trabalho, estudo, reagrupamento familiar, etc). Mais informações em: http://www.eda.admin.ch/eda/pt/home/reps/sameri/vbra/ref_visinf/vissao.html#ContentPar_0012
Deve-se ficar atento aos prazos, pois o visto pode demorar de 45 a 90 dias para ser emitido. Após a emissão desse visto no passaporte, há ainda um prazo para entrar no país e um prazo para registrar-se na prefeitura de onde irá morar e no cantão (estado), para que seja então emitido o visto de permanência.
O visto de permanência é representado por um cartão, que é a nossa "identidade na Suíça". Observar sempre o prazo para a renovação.
Aqui, eu tive a assessoria de uma agência especializada em expatriação, por conta da empresa que nos trouxe, mas, se você não tiver essa ajuda, pergunte TUDO no Consulado antes de vir.
Site do Consulado da Suíça no Brasil: http://www.eda.admin.ch/eda/en/home.html